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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Investimento Imobiliário no Brasil - Estudo aponta que maior oferta de crédito e crescimento econômico tende ao crescimento do setor

Crescimento económico e maior oferta de crédito alavancam imobiliário brasileiro



O mercado imobiliário brasileiro, impulsionado pelo aumento da oferta de crédito e por um crescimento económico sustentável, apresenta boas perspetivas de crescimento já em 2013 e nos anos seguintes, apesar da ligeira retração em 2011 e 2012.

Esta é uma das principais conclusões do Guia de Investimento Imobiliário no Brasil, da Prime Yield Brasil, cujo objetivo é "apresentar uma visão geral do mercado imobiliário daquele país para todos os players que desejam investir no setor". O documento foi produzido em parceria com a Machado Meyer Sendacz Opice e pela Miranda Correia Amendoeira & Associados, responsáveis pelo input legal e jurídico que enquadra o investimento imobiliário no Brasil.

De acordo com o Guia, o volume de crédito imobiliário em território brasileiro tem vindo a apresentar uma tendência crescente nos últimos anos. A empresa estima que, "só em 2013, cresça 15%". Ainda assim, continua a ter um peso de pouco mais de 6% no PIB do Brasil, "longe dos níveis de 50% de muitos países europeus, o que demonstra o potencial de crescimento deste indicador, contribuindo não só para a redução do déficit habitacional existente no país como para o desenvolvimento da promoção e investimento imobiliários". 

A Prime Yield relembra que, em termos económicos, o Brasil, atualmente a 6.ª maior economia do mundo, estima um crescimento em torno dos 3,5% em 2013 e de 4% em 2014, impulsionado por fatores como o aumento dos níveis de emprego e do poder de compra, emergência da classe média e crescimento do consumo das famílias. A companhia destaca ainda a pirâmide demográfica favorável ao setor imobiliário e uma maior mobilidade social como fatores positivos para o crescimento do imobiliário, que deverá ser impactado de forma positiva pela realização dos dois grandes eventos desportivos que o país irá acolher em 2014 e 2016, respetivamente, o Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos. 

José António, diretor da Prime Yield no Brasil, afirma que o país permanece "um dos principais e mais atrativos destinos do mundo para investimentos imobiliários, contando com fundamentos económicos sólidos e um mercado interno muito forte". O responsável acrescenta que "oferece inúmeros desafios e oportunidade para players locais e estrangeiros e conta, além dos fatores inerentes ao mercado, com um importante investimento em infraestruturas necessárias ao apoio dos eventos do Mundial de Futebol e Jogos Olímpicos". Refere ainda que "importa destacar o crescente desenvolvimento de novos mercados a nível geográfico além de São Paulo e Rio de Janeiro, como são os casos de Curitiba e Belo Horizonte, que oferecem oportunidades muito interessantes e taxas de retorno bastante atrativas". 

Frisa ainda que "acima de tudo, importa não esquecer que falamos de um mercado vastíssimo, quer em termos geográficos quer em termos de oportunidades de negócio, e é absolutamente crucial conhecer os seus players. Com o apoio dos parceiros certos, o investimento no Brasil poderá trazer retornos muito gratificantes".

O Guia sublinha que o setor imobiliário vai continuar a aumentar o seu peso no PIB do Brasil a um ritmo médio de 3% ao ano na próxima década - em 2012 contribuía já com 213 mil milhões de reais (68 mil milhões de euros) para o PIB brasileiro - mantendo-se um dos pilares da economia. 

Fonte: http://www.oje.pt/noticia.aspx?channelid=C6CC87EF-1E48-40D6-8071-F1142A80F929&contentid=9E11B320-8927-4257-9F91-8081E4B73A97

Mercado imobiliário muda rumos e paisagens de Fortaleza – Ce.


Em 2010, segundo IBGE, a Capital possuía 711,4 mil unidades habitadas. Atualmente, esse número chegou a 1,2 mi

Aconteceu tudo em tempo recorde. Como num abrir e fechar de olhos. Fortaleza cresceu para todos os lados. Com a quinta maior população do Brasil, a capital cearense apresenta atualmente uma paisagem diferente para quem, como a economista Juliana Ferraz, regressa à terra natal depois de passar os últimos três anos fora. "Fiquei admirada de observar tanta mudança. São obras para onde a gente anda, de casas, apartamentos, de infraestrutura. Penso: minha Fortaleza virou uma metrópole", afirma.

Esse aspecto abre um leque de discussões presentes em uma série de reportagens que será publicada no Diário do Nordeste, ao longo da semana, revelando uma Capital de diferentes cenários e desafios no setor imobiliário. Além de avanços em prédios, os textos abordam o que ainda há de histórico nas ruas de Fortaleza, os imóveis subutilizados e alternativas para a construção de uma cidade sustentável.

A transformação da cidade no setor imobiliário é confirmada pelos números. De acordo com dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon) e Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci/CE), entre 2010 e agosto de 2013, o total de imóveis pulou de 711,4 mil para 1,2 milhão. Um aumento de 70% na comparação do período.

"O aumento populacional, aliada à melhoria do poder econômico, inclusive da classe C, pressionam a demanda por moradia", avalia o presidente do Cofeci/CE, Armando Cavalcante. Segundo ele, a retomada do crescimento de um país como o Brasil com déficit crônico de habitações, conduz naturalmente os investimentos para a área imobiliária. Principalmente quando a oferta de crédito barato e de longo prazo viabiliza o acesso à casa própria a todas as classes econômicas. "A tendência é continuar crescendo", aposta ele.

E Armando tem razão. Destaque no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do segundo trimestre deste ano com alta de 3,8% em comparação com o trimestre anterior, a construção civil vai de vento em popa.

Entre os bairros com maior evolução imobiliária, destaque para Guararapes, Cocó, Luciano Cavalcante e Lagoa Redonda. O professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Borzacchiello, esse crescimento é resultado do maior estoque de terras nesse setor da cidade. "Era praticamente tudo descampado", lembra. Por outro lado, analisa, trata-se de uma área estruturada ao longo de um dos corredores de atividade mais importante de Fortaleza que é a Avenida Washington Soares. "Ademais, localizam-se também nesse setor grandes equipamentos comerciais como shoppings centers, universidades, fórum e colégios", salienta.

O vice-presidente do Sinduscon, André Montenegro, frisa que a exigência da demanda, obriga o poder público a levar infraestrutura para regiões antes "ignoradas". "Além disso, as construtoras seguem a tendência da sustentabilidade, com prédios e condomínios com energia solar ou eólica, reuso da água, e calçadas verdes, em sintonia com o meio ambiente", pontua.

Fortaleza possui a maior densidade

Em Fortaleza, sobram habitantes. Falta espaço. É a Capital mais adensada do País, com 7.769 pessoas por km². Por esta razão, a busca por áreas mais amenas, longe de congestionamentos do trânsito e melhor qualidade de vida, fez com que bairros como a Lagoa Redonda, se transformassem em "vedetes" do mercado imobiliário.

O bairro em questão, por exemplo, agrega o clima interiorano com a proximidade de um corredor comercial em forte expansão como a Avenida Washington Soares. Na área, a tendência é de casas em condomínios fechados e de alto padrão. Ali, o valor do imóvel custa em torno de R$ 1 milhão. "Em locais assim, antes sem nenhuma infraestrutura, a pressão por melhorias como asfalto, saneamento e transportes acaba por levar uma vida melhor para todos", assevera André Montenegro.

A procura por moradia também é grande em locais como Maraponga, Mondubim, Siqueira e José Walter. André contabiliza que 80% das obras em andamento na Capital se direcionam para a classe C. "Nessas áreas, o valor fica em torno entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, custo bastante atraente para quem ascendeu de classe social e quer mais conforto para a família", atesta ele.

Comércio

Para o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea/CE), Victor Frota, o comércio é ponto forte para quem avalia a compra de um imóvel. Segundo ele, o setor potencializou o rápido crescimento da Aldeota e Meireles.

O professor José Borzacchiello concorda e diz que ocorre processo semelhante com a região da Grande Água Fria, Parangaba e Messejana.

No seu entender, alguns corredores de atividade e de adensamento atraem novos comerciantes, escritórios e gabinetes, bem como serviços mais especializados. É o caso das Avenidas Bezerra de Menezes e Washington Soares. No caso da Avenida Gomes de Matos, no Montese, a maior atração se dá em função da atividade comercial e de serviços. "Trata-se de área extremamente dinâmica e competitiva para esses setores", conclui.

Entrevista com Águeda Muniz*

"Faltam regras claras sobre licença ambiental"

Nos últimos dez anos, bairros como o Cocó, Luciano Cavalcante, Salinas, Guararapes, José de Alencar e Lagoa Redonda registraram crescimento na demanda por imóveis acima de 50%. As questões ligadas ao meio ambiente estão sendo respeitadas? O que falta?

Claro que sim. O processo de licenciamento ambiental é o primeiro procedimento para garantir que os impactos dos empreendimentos/atividades sejam mitigados. Contudo, faltam regras claras e é isto que a Seuma desde janeiro, vem tentando construir a partir de um projeto de lei a ser enviado à Câmara Municipal ainda neste semestre que trata do processo de licenciamento ambiental.

Alguns setores da cidade criticam a gestão municipal por entender que o setor imobiliário "pauta" o crescimento de Fortaleza, passando por cima, muitas vezes, da legislação ambiental. Como avalia essa afirmação?

A indústria da construção civil é a maior indústria da cidade de Fortaleza. Direta e indiretamente representa bastante em nossa economia. As oportunidades dela advindas são relevantes, no entanto, não são mais importantes que o meio ambiente. O processo de licenciamento ambiental é muito rigoroso e caso o empreendimento não for devidamente licenciado poderá haver até ação demolitória.

*Titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma)

Por Lêda Gonçalves
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1313259

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Banco Central diz que Segurança em operações imobiliárias é confortável e há estimativa de aumento de crescimento do crédito imobiliário.

A segurança das operações de financiamento para aquisição de imóveis no Brasil está em níveis "confortáveis", avaliou Sérgio Odilon dos Anjos, chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central (BC). Segundo ele, os principais indicativos são a inadimplência inferior a 2,0% e o loan to value (LTV, que mostra a fatia do financiamento em relação ao valor total do imóvel) na faixa de 70%. "Seguimos em níveis bastante confortáveis. E alinhados aos melhores padrões internacionais", disse durante sua participação em evento sobre crédito imobiliário organizado pela Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Odilon estima que há espaço para crescimento do crédito imobiliário no País, tendo em vista que sua participação diante do Produto Interno Bruto (PIB) é de apenas 7,5%, patamar abaixo do verificado em outras economias emergentes. "Espera-se que o crédito imobiliário siga em trajetória de crescimento, dada a sua baixa representatividade em relação ao PIB".



Odilon mencionou que está sendo estudada pelo BC uma série de medidas sobre portabilidade dos financiamentos, com o objetivo de aumentar a eficiência das operações, o que também poderá incentivar a redução dos spreads bancários e dar um alívio ao endividamento das famílias compradoras de imóveis.

Outro ponto em estudo, segundo ele, é a introdução das Letras Financeiras Imobiliárias (LFI) no mercado, que funcionarão de maneira semelhante aos covered bonds europeus e serviria como um instrumento adicional para compor o funding do crédito imobiliário, cuja origem atualmente está concentrada nas cadernetas de poupança e no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

"Ainda que o crescimento dos depósitos em poupança tenha afastado o receio de esgotamento do funding, é preciso buscar alternativas para o médio e longo prazos", afirmou, acrescentando que o Banco Central apoia iniciativas que visem dar maior segurança ao setor e ampliar a oferta de funding.

Fonte: Site EM

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Como deixar o financiamento do seu imóvel mais leve ou curto


Entenda como funciona a amortização e como usá-la a seu favor para reduzir o valor das parcelas ou o prazo do seu financiamento imobiliário.


Ilustração de pessoa pensando em dinheiro e imóveis: FGTS pode ser destinado à amortização

São Paulo – Entrar em um financiamento imobiliário longo – de 20, 30 anos – não necessariamente significa levar todo esse tempo para quitar a sua dívida. Nem quer dizer que o valor das parcelas precisará ser aquele até o fim. Quando entram recursos extras, você pode fazer o que se chama de amortização – adiantar o pagamento ao banco, reduzindo o saldo devedor do seu imóvel, pagando menos juros e acelerando a quitação da casa própria.
Para entender como a amortização funciona, convém compreender como são formadas as parcelas de um financiamento imobiliário. Cada parcela, do início ao fim do prazo, é composta de principal (a parte correspondente ao valor que você pegou emprestado), juros (o que o banco cobra para emprestar) e os encargos (como seguros e outras taxas operacionais).
O saldo devedor – que é o que você amortiza – corresponde, portanto, apenas ao valor que você pegou emprestado. Se seu imóvel custou 400 mil reais, e você financiou 300 mil, seu saldo devedor é de 300 mil, independentemente de quanto você tenha que pagar de juros e encargos.
De acordo com Marcelo Prata, presidente da Associação Brasileira dos Correspondentes de Empréstimo e Financiamento Imobiliário (Abracefi) e sócio-fundador da consultoria Canal do Crédito, o sistema de amortização mais usado atualmente é a tabela SAC (Sistema de Amortização Constante).
Nesse sistema, as parcelas têm valor fixo, mas, no início, a maior parte da parcela é composta por juros e encargos, e apenas uma pequena parte pelo principal; à medida que o devedor vai pagando, a situação vai se invertendo, e a porção dedicada aos juros vai diminuindo. Em um exemplo hipotético, uma parcela de 1.000 reais, no primeiro mês, poderia ser composta de 100 reais referentes ao principal e 900 reais referentes a juros e encargos; no último mês, seria algo como 900 reais de principal e 100 reais de juros e encargos.
Suponha um financiamento de 100 mil reais, cujas parcelas fixas sejam de mil reais, mas que só destinasse 100 reais à amortização do principal no primeiro mês. O saldo devedor, no segundo mês, será de 99.900 reais, e não de 99 mil reais, como uma subtração simples poderia sugerir. É esse saldo devedor de 99.900 reais que você poderá amortizar se tiver recursos extras.
Duas opções: redução do prazo ou do valor das parcelas
Portanto, quando você amortiza o saldo devedor do seu financiamento imobiliário, na prática você está deixando de pagar os juros e encargos que incidiriam sobre a quantia amortizada. Como você está pagando o banco antes do que ele inicialmente esperava receber, a instituição não cobra os juros sobre aquela quantia.
Essa é a primeira vantagem da amortização. A segunda é a possibilidade de escolher o melhor caminho para o seu planejamento financeiro.
Os bancos dão duas opções ao cliente quando ele deseja amortizar a dívida. Uma é manter o valor das parcelas e diminuir o prazo. A outra é manter o prazo e reduzir o valor das parcelas. “A primeira opção é boa para quem não sente que as parcelas estejam pesando no bolso, pois é possível quitar o imóvel mais rápido; já a segunda opção é interessante para quem precisa dar um alívio no orçamento”, aconselha Marcelo Prata.
Prata lembra que no Brasil não existe penalidade para quem financia por um prazo maior. A taxa de juros para determinada pessoa em determinado banco costuma ser a mesma para um prazo de dez ou de 30 anos, desde que ela tenha capacidade de pagamento em ambos os prazos. Assim, não há necessidade de se esforçar para quitar o imóvel logo se a parcela está deixando o devedor no aperto. Para o presidente da Abracefi, se esse for o caso, melhor reduzir as parcelas e manter o prazo.
Autor de livros sobre endividamento, o consultor financeiro e advogado de Direito do Consumidor Ronaldo Gotlib lembra, contudo, que ao pagar até o fim do prazo estipulado inicialmente, o devedor pode ter uma surpresa desagradável: “Às vezes há um saldo residual, que faz com que o financiamento ultrapasse o prazo inicialmente estipulado”, observa. Portanto, se essa for a escolha, convém se planejar para isso.
Gotlib afirma ainda que hoje em dia os bancos não costumam mais encrencar com quem tem dinheiro na mão para quitar o saldo devedor de uma vez, antecipando o término do financiamento. “Esse é um direito de quem contrata um financiamento. Quanto mais você antecipa o pagamento, menos juros você paga”, diz Gotlib.
Se a correção for pós-fixada, pode valer a pena reduzir o prazo
Os juros dos financiamentos são sempre definidos no ato da contratação, mas podem ou não ter um índice de correção pós-fixado, normalmente a Taxa Referencial (TR). Assim, o financiamento pode ter, por exemplo, uma taxa de juros fixa de 12% ao ano, sem correção, ou uma taxa de 9% ao ano, mais correção pela TR.
No segundo caso, o devedor conta com um elemento de incerteza, que pode fazê-lo pagar, ora mais, ora menos, dependendo da flutuação da taxa básica de juros, a Selic. Assim, quando a Selic tem tendência de alta, como ocorre hoje, a TR também sobe, engordando o juro pago ao banco.
Quem financia nessa modalidade, portanto, pode achar mais interessante reduzir o prazo do financiamento do que o valor das parcelas na hora da amortização. Afinal, quanto menor o prazo, menor a exposição às incertezas da economia. “Mas mesmo que haja alta da Selic, a forma como a TR é calculada costuma puxá-la para baixo”, explica Marcelo Prata, que julga que eventuais altas na TR não chegam a ter muito impacto no custo do financiamento.
Para quem financia diretamente com a construtora, porém, optar pela redução de prazo na hora de amortizar é bem mais vantajoso. Isso porque, nesses casos, o juro é corrigido pela inflação – em geral, pelo IGP-M. “Aí, de fato, quanto maior o prazo, maior o risco de a taxa de juros ter uma alta substancial com o aumento da inflação”, observa o presidente da Abracefi.
Use o FGTS para amortizar
Se você for empregado com carteira assinada, pode fazer uma amortização a cada dois anos com os recursos do seu FGTS. “Só é preciso tomar cuidado, porque o FGTS também é uma espécie de seguro para quando se é demitido sem justa causa”, lembra Marcelo Prata.
Do ponto de vista financeiro, usar o FGTS para amortizar o saldo devedor é ótimo, pois no fundo o dinheiro só rende 3% ao ano mais TR, perdendo da inflação. Mas para não ficar desprotegido em caso de demissão, o trabalhador deve se preocupar em ter uma reserva de emergência em uma aplicação conservadora, suficiente para cobrir pelo menos seis meses das suas despesas. E essa quantia não deve ser usada para amortizar o financiamento.
Na hora de usar o FGTS, porém, é preciso ficar atento à modalidade escolhida. Existem duas formas de usar o seu FGTS no meio do financiamento (sem ser como entrada ou para pagar o imóvel à vista): uma é a amortização propriamente dita. A outra é a quitação de parcelas vencidas ou a vencer.
Na quitação de parcelas, você não paga só o saldo devedor, mas sim as parcelas cheias, compostas por principal, juros e encargos. Assim, se você usa 6 mil reais do seu FGTS para quitar antecipadamente três parcelas de 2 mil reais cada, você estará pagando não só o principal, mas os juros e os encargos embutidos nessas parcelas. Como contrapartida, terá o direito de ficar sem pagar nada durante três meses.
A vantagem dessa modalidade, em que você não deixa de pagar os juros e encargos, é a possibilidade de ter uma folga durante certo período. “Essa modalidade só deve ser usada por quem precisa retomar o fôlego financeiro por algum motivo; se não for o caso, não se deve queimar recursos com juros e encargos à toa”, aconselha Marcelo Prata.
A utilização do FGTS para essa finalidade também só pode ser feita a cada dois anos. É possível pagar até 80% de 12 prestações a vencer ou vencidas, desde que não haja mais que três parcelas em atraso.

Fonte: Julia Witgen saiba mais

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Bruno Nogueira
 
 
Quer COMPRAR ou VENDER seu imóvel em Fortaleza ou na Região Metropolitana


domingo, 25 de agosto de 2013

Projeto prevê mais garantias e menos burocracia ao comprador e investidor imobiliário.

Pelo projeto que está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), todos os atos jurídicos envolvendo um imóvel, devem ser concentrados sua publicidade na sua matrícula de registro do cartório de imóveis.
A proposta tem o apoio do governo federal e deverá ser aprovada em breve.
A proposta transfere a responsabilidade do comprador para o proprietário do imóvel, que passará a ser obrigado a registrar na matrícula todos os dados envolvendo aquela residência.
A responsabilidade também recairá sobre um terceiro que tenha algum litígio com repercussão financeira contra o imóvel.
Ou seja, quando ocorrer a transação comercial da compra e venda de imóvel, o comprador/investidor terá que observar apenas a matrícula atualizada do imóvel em questão, se não houver publicidade de ônus e demais impedimentos ou inseguranças jurídicas para o negócio ser realizado, o comprador não sofrerá e nem arcará com eventuais prejuízos anteriores ao negócio. 
Se aprovado, não será mais necessário a pesquisa e verificação de todas as certidões negativas dos vendedores, bem como ações judiciais pendentes onde poderia ser questionado posteriormente a venda do imóvel.
Quer COMPRAR ou VENDER imóveis em Fortaleza - Ce ou Eusébio - Ce ?
 

Mercado Imobiliário conta com bastante crédito disponivel para financiamentos de imóveis

Sonho da casa própria se constrói mais rápido

25.08.2013
 
Nunca houve tanto crédito disponível no mercado e de fácil acesso aos interessados em comprar um imóvel
Juros menores, prazos maiores, crédito muito mais acessível. Essas condições, criadas pelo governo nos últimos anos, tendo como suporte o avanço e a estabilidade da economia do País, tornaram o sonho da casa própria possível para milhões de brasileiros, que antes apenas podiam imaginar um lugar para chamar de lar. Nunca houve tanto crédito disponível no mercado e nunca os brasileiros tiveram tanto acesso as esses recursos.

O aumento da concorrência entre os agentes financiadores também tem facilitado a compra da casa própria. Hoje, mais bancos realizam esse tipo de financiamento e disputam entre si os clientes, que têm à sua disposição a opção de escolher entre a instituição financeira que lhe oferece as melhores condições para a realização deste sonho.

"O crédito imobiliário iniciou sua retomada em 2005. Para se ter uma ideia, naquele ano, apenas a Caixa Econômica financiou R$ 5 bilhões. Já em 2012, os financiamentos imobiliários feitos pela Caixa saltaram para R$ 100 bilhões. Isso apenas da Caixa, sem considerar outros bancos. A retomada do crédito imobiliário no País tem como marco a Lei nº 10.931 (de 2 de agosto de 2004), que dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias e alienação fiduciária do imóvel, o que trouxe tranquilidade tanto para quem compra, quanto para quem vende", explica o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro.

Mudança
Conforme o líder classista, esse marco regulatório foi o início de uma ampla mudança na concessão de crédito para o financiamento de imóveis no Brasil, que, em sua avaliação, "mudou a feição da construção civil no País como um todo", transformando o mercado não apenas para as construtoras, mas também para os consumidores.

Antes, além de não possuírem tanta facilidade de acesso ao crédito, a população não tinha segurança para adquirir um bem como uma casa, a um prazo mais extenso. "Antes, as pessoas não tinham confiança de que as prestações do financiamento imobiliário seguiriam normas pré-determinadas, como ocorre no SAC (Sistema de Amortização Constante). Há alguns anos, as pessoas financiavam a casa e, quando terminavam de pagar todas as parcelas e acreditavam que tinham quitado a dívida, verificavam junto à instituição financeira que ainda havia um saldo devedor enorme, às vezes, suficiente para comprar outro imóvel. Depois de tantos anos pagando, ainda havia o saldo residual", conta Montenegro.

Marco
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (Cbic) também destaca a Lei nº 10.931/2004 como um importante marco para o setor imobiliário no País. Ainda em 2004, a Cbic elaborou uma cartilha na qual explica cada aspecto da Lei nº 10.931, avaliando que três palavras resumem o sentido desta lei: segurança jurídica, transparência e credibilidade.

Na publicação, a Cbic destaca ainda que "a Lei nº 10.931/2004 foi criada para estabelecer um novo parâmetro de regulação entre os atores do setor da construção, com destaque para os consumidores, que passaram a ter um nível de segurança jurídica bastante elevado. A Lei representou um marco na história da economia brasileira, ao unir o mercado imobiliário, financeiro e de capitais".

Estabilidade
O presidente da Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE), Marcos Novaes, avalia que o primeiro passo para o avanço do crédito imobiliário no País foi dado um pouco antes, em 1994, a partir da implantação do Plano Real.

"A estabilização da nossa moeda foi o primeiro passo. Antes, a gente não conseguia planejar o nosso futuro. A partir do Plano Real, com a moeda estável, a inflação sob controle, as pessoas puderam planejar melhor o futuro, planejar a aquisição da casa própria", afirma.

Referência
Conforme Novaes, o Brasil é hoje uma referência em crédito imobiliário, devido ao seu sistema bancário bem regulado, e a tendência é que o financiamento para a aquisição ou construção de imóveis continue crescendo no País. "A inflação sob controle, a poupança e o FGTS lastreando o crédito e as construtoras em um momento muito bom favorecem a expansão do financiamento imobiliário", acrescenta.

Incentivos
Além do marco regulatório e da estabilização da moeda e da inflação, o crescimento da economia brasileira, a maior geração de emprego e a melhoria na renda da população foram outros fatores propícios para incentivar ainda mais o aquecimento do mercado imobiliário e facilitar a liberação de crédito.

Com as condições macroeconômicas favoráveis, o governo reduziu juros e estendeu o prazo para financiamento, fazendo brilhar novamente nos olhos dos brasileiros a esperança de conseguir a almejada casa própria. "Em 2005, o prazo máximo para o financiamento de um imóvel era dez anos. Hoje, o prazo chega a 35 anos. A vantagem é que a prestação ficou menor", diz André Montenegro. "A população criou mais confiança para investir em longo prazo", ressalta. "Os juros também continuam muito atrativos, variando entre 4,5% e 9%", completa.

Minha Casa, Minha Vida
Ao mesmo tempo, o vice-presidente do Sinduscon-CE ressalta que o governo federal também foi um grande incentivador do setor, a partir da criação do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), em 2009.

"Além dos benefícios de até R$ 17 mil para os consumidores incluídos no MCMV, o governo também instituiu o Fundo Garantidor. Se uma pessoa perde o emprego, por exemplo, o governo garante o pagamento das prestações, assegura que o cliente não vai ficar inadimplente por um ano", diz, ressaltando que isso é mais uma segurança para quem atua no mercado e uma tranquilidade para o consumidor. "Pelo lastro do crédito imobiliário, que vem da poupança e do FGTS, e pela grande demanda, uma vez que o Brasil ainda possui um déficit habitacional de aproximadamente sete milhões de unidades, o financiamento para o setor continuará crescendo pelo menos por mais 20 anos", completa o presidente da Coopercon-CE.

Reestruturação
O economista Alex Araújo, por sua vez, avalia que dois fatores principais contribuíram para a facilitação da oferta de crédito imobiliário no Brasil: o acesso ao mercado de capitais pelas grandes incorporadoras, nos últimos cinco anos, e a reestruturação do Sistema Financeiro Habitacional (SFH).

"O primeiro ponto facilitou a retomada da oferta imobiliária e a melhoria dos projetos, tanto com relação à tecnologia construtiva quanto com relação aos projetos arquitetônicos. Já o segundo, com a redefinição de paramentos mais realistas para o crédito, principalmente para as faixas de renda mais baixas (exemplo do Programa Minha Casa, Minha Vida), permitiu o acesso ao financiamento", avalia o economista.
Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1309896

Antes de comprar o seu imóvel, pesquise bem sobre as modalidades de financiamento disponíveis no mercado (caso opte por financiar parte do imóvel).

As operações realizadas por meio do Sistema Financeiro de Habitação costumam ser mais vantajosas
Quem está se preparando para comprar o primeiro imóvel também deve ficar atento a outras questões que envolvem o assunto, como modalidades de financiamento e sistemas de amortização da dívida. A escolha da opção pode fazer uma diferença significativa no orçamento atual e futuro. Os financiamentos realizados por meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que conta com recursos do FGTS e da caderneta de poupança, costumam ser mais vantajosos.


A escolha da opção de financiamento pode fazer uma diferença significativa no orçamento atual e futuro. Dependendo da forma, há limites de valor do imóvel, taxas de juros e modelo de amortização FOTO: DIVULGAÇÃO

Criado pela Lei 4.380, de 1964, o SFH busca facilitar a compra da casa própria, com regras estabelecidas pelo governo federal e fiscalizadas pelo Banco Central. A taxa de juros é limitada a 12% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Atualmente, só podem ser financiados pelo SFH os imóveis com valor de até R$ 500 mil, mas já existe uma demanda para que este teto seja ampliado para R$ 750 mil.

"O SFH oferece as melhores condições. O valor do imóvel que poderá ser comprado dependerá do valor da entrada e da capacidade de pagamento de prestações (até 30% da renda familiar). Assim, é possível alguém com renda baixa comprar um imóvel mais caro, desde que tenha uma entrada maior e financie uma parcela menor", diz o economista Alex Araújo. "O SFH é o mais acessível e hoje utiliza um sistema de amortização decrescente, em que os valores caem com o tempo, facilitando o pagamento", completa, acrescentando que, apesar de ser mais vantajoso, o SFH costuma ser mais burocrático, uma vez que exige do comprador uma série de certidões.

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Faça agora sua simulação de financiamento bancário:

Condições do SFI
Outra opção, esta mais recente, regulamentada pela Lei nº 9.514, de 1997, é o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). Neste caso, os recursos não são provenientes do FGTS nem da caderneta de poupança, mas da aplicação de empresas nacionais e estrangeiras no mercado. No SFI, não existe um teto para o valor do imóvel financiado e as taxas de juros podem ser negociadas de acordo com o caso.

"No sistema bancário privado, não há limites de valor para o financiamento, que pode ser feito com taxas variando de TR + 9% ao ano até TR + 12% ao ano", afirma Alex Araújo.

A principal desvantagem do SFI é que o contrato de financiamento prevê a alienação fiduciária do bem, como ocorre no caso do financiamento de veículos. Isso significa que a pessoa só passa a ter a propriedade do imóvel após pagar a última prestação. Assim, se a pessoa deixar de pagar o financiamento, como ela não é proprietária do bem, apenas tem uma concessão de uso, os bancos podem retomar o imóvel com maior facilidade.

Tanto no SFH quanto no SFI, o prazo para o financiamento imobiliário é bastante longo, variando entre 30 e 35 anos.

Financiamento direto
O comprador também pode optar por financiar o imóvel diretamente com a construtora ou incorporadora. Neste caso, as taxas de juros cobradas são mais altas, mas, por outro lado, a burocracia é consideravelmente menor. "Na minha opinião, a maior vantagem do financiamento direto (com a construtora ou incorporadora) é a facilidade e rapidez da operação. As desvantagens estão relacionadas com o custo e aos prazos, normalmente limitados a cinco anos (inclusive o período de construção)", analisa o economista.

Conforme Alex Araújo, nos financiamentos diretos (com construtora ou incorporadora), as taxas aplicadas são o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) + 1% ao mês, durante a construção, o que ele avalia como "muito caro", e o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) + 1% ao mês, "que é caríssimo, tendo em vista que, mesmo fora do SFH, o financiamento acaba ficando em torno de 10% anualmente".

Burocracia nos bancos
Já com relação às instituições bancárias, ele destaca a burocracia como um dos pontos negativos. "Nos bancos, é necessário cadastro e aprovação do crédito. Se for usar o SFH, a burocracia aumenta, pois são necessárias várias certidões", diz. "Em ambos os casos, o financiamento só é aprovado se a incorporação do imóvel estiver perfeita e com habite-se. Por isso, é importante o comprador também atentar para a ´legalidade´ do empreendimento, vendo se todas as aprovações estão OK", alerta.

Sobre os sistemas de amortização da dívida, o economista afirma que existem hoje o SAC (Sistema de Amortização Constante) e a Tabela Price. "A amortização é a parcela do principal que é paga em cada prestação (prestação = juros + amortização). No SAC, a prestação é decrescente, pois o valor dos juros cai a cada parcela (já que o principal é menor). O sistema em uso, tanto a amortização quanto a prestação são decrescentes. E há melhores condições para o credor, pelo aspecto relacionado à queda do valor da garantia. No Price, a prestação é fixa, o que significa que a amortização é crescente", explica.

"Há pouca opção de escolha entre os bancos. O que termina definindo é a burocracia ou as facilidades de relacionamento. Até porque as linhas do SFH, que são mais acessíveis, possuem parâmetros definidos na própria política", conclui. 
 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Próximo Pré lançamento de apartamento compacto de 74 m² no bairro Guararapes em Fortaleza

Segue as características de mais um espetacular empreendimento no bairro guararapes em fortaleza (um dos maiores bairros em desenvolvimento e com excelente localização na capital) que será o próximo lançamento da  Construtora Mota Machado (uma das mais sólidas e respeitadas do norte/nordeste):



Não fique de fora, e venha investir, seja para morar seja para ter um excelente retorno de investimento financeiro.

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Vamos reunir logo toda documentação e assim que sair a tabela confirmar a compra da sua unidade...

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Ficha técnica do Empreendimento:
ENDEREÇO: R. Luiza Miranda Coelho, 1130 ? Eng. Luciano Cavalcante ? Fortaleza, CE
ÁREA DO TERRENO: 4.320,00 m²

QUANT. UNIDADES: 154

ÁREA PRIVATIVA: 74,50 m²

Nº TORRES: 2
 
NÚMERO DE PAVIMENTOS: 24 (vinte e quatro) pavimentos, sendo: 02 (dois) subsolos, 01 (um) térreo, 01 (um) pilotis, com uma torre de 20 (vinte) pavimentos-tipo
 
APARTAMENTO: ESTAR/JANTAR, COZINHA COM ACESSO À VARANDA GOURMET, WC SERVIÇO, 01 SUÍTE MASTER, 01 SUÍTE REVERSÍVEL, 01 QUARTO
 
ÁREA COMUM: Hall social, salões de festas, home cinema, salão de jogos, jogos eletrônicos, fitness center, kids, sauna, ducha e sala de descanso, quiosque com
churrasqueira, piscina com raia, piscina infantil, deck molhado, praças e jardins planejados, playground, campo gramado e guarita com eclusa.

Pré Lançamento de Apartamento de 3 suites de 110 m² no bairro Cocó em Fortzaleza

Ótima opção de Apartamentos em pré - lançamento no Cocó em Fortaleza.
 


Apartamentos de 110 m², muito bem dividido. 

Apartamento com 3 suites (1 reversível), varanda gourmet, sala, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada, 2 vagas de garagem (podendo ser paralelas).

3 apartamentos por andar com 22 pavimentos.

Para maiores informações: Bruno Nogueira

(85) 9971.5555 oi


Construtora boa, solida e com ótimo padrão de acabamento.

Prédio revestido e com área de lazer completa.

Excelente localização no Cocó com terreno de 2 frentes e próximo a praça.

Venha morar em uma das melhores localizações do Cocó!

** Valor especial de pré lançamento aproximado a partir de R$ 5.100,00 o m² (o melhor custo x benefício de lançamentos da região....